Cristãos ucranianos temem consequências da invasão russa ao país

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação militar no Leste da Ucrânia na noite da quarta-feira (23). O ataque foi além da região de Donbass e mais de dez cidades ucranianas, inclusive a capital, Kiev.

Há cerca de 30 anos a Ucrânia se tornou uma nação independente da Rússia, mas a instabilidade política e as crises internas se intensificaram recentemente. O país nunca foi uma nação caracterizada pela uniformidade, o noroeste do país é formado predominantemente ucraniano, enquanto o sudeste tem maioria russa.  

As igrejas na região oriental de Donbass estão sob crescente pressão desde 2014, quando protestos contra o governo levaram a uma revolta apoiada pela Rússia nas províncias de Donetsk e Luhansk, onde os rebeldes estabeleceram repúblicas autoproclamadas independentes. A guerra entre separatistas apoiados pela Rússia e o governo em Kiev, capital ucraniana, ao longo dos anos fez com que milhões de pessoas fugissem de suas casas e milhares de outras pessoas fossem mortas, causando uma crise humanitária. 

As autoridades de ambas as repúblicas impuseram regras, exigindo que organizações religiosas se registrassem. Uma lista de dezembro de 2019 com 195 organizações religiosas registradas pelas autoridades de Luhansk mostrou que nenhuma permissão havia sido concedida a comunidades protestantes. 

Em junho do ano passado, três igrejas cristãs foram proibidas de funcionar pelas autoridades da República Popular de Donetsk e outras tiveram seus edifícios confiscados. 

Com informações: Portas Abertas (25.02.22)

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